ABIEF fala sobre as vantagens do uso das sacolas plásticas

Muito se tem falado a respeito do uso inadequado das sacolas plásticas pela população. Entretanto, é preciso saber o lado positivo deste tipo de produto. Com o intuito de esclarecer algumas das principais dúvidas dos consumidores, a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) explica abaixo, quais as principais vantagens do uso racional e responsável das sacolas plásticas.

26 de Abril, 2011

Consumo responsável

A cadeia de valor que produz e consome sacolas plásticas no Brasil vem há mais de dois anos trabalhando em uma campanha educativa sobre o consumo responsável das sacolas. Essa campanha da qual a ABIEF faz parte, visa conscientizar a sociedade sobre a necessidade de praticar os 3Rs (Reduzir, Reciclar e Reutilizar) como forma de enfrentar o problema causado pelos resíduos.
De acordo com a Califórnia Integrated Waste Management Board, sacos plásticos, incluindo os de varejo, utilizam apenas 0,4% do espaço em aterros sanitários.
Os resultados têm sido muito positivos, com redução até de 30% da quantidade de sacolas utilizadas com a substituição por outras sacolas mais resistentes, o que indica que a solução passa pela reciclagem e educação ambiental, afinal, se há sacolas nos rios, é porque alguém fez o descarte da mesma, de forma inadequada.
A ABIEF, responsavelmente, propõe intensificar e ampliar as campanhas educativas para o uso racional e correto das sacolas de plástico. O presidente da entidade, Alfredo Schmitt, defende a implementação da Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
O aspecto mais importante dessa lei, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente, é o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com vigência por prazo indeterminado e horizonte de duas décadas, a ser atualizado a cada quatro anos.
Dentre outras tarefas previstas, incluem-se: diagnosticar a situação atual dos resíduos sólidos; estabelecer metas de redução, reutilização e reciclagem; projetos para o aproveitamento energético dos gases gerados nas unidades de disposição final; eliminação e recuperação de lixões; inclusão social e emancipação econômica de catadores de materiais, cujo trabalho é considerado essencial para os programas de reciclagem.

Campanhas educativas

A Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF), responsavelmente, propõe intensificar e ampliar as campanhas educativas para o uso racional e correto das sacolas de plástico. Um ótimo exemplo deste tipo de ação, é o Programa de Qualidade e Consumo responsável de Sacolas Plásticas (6 kg – Sacola Mais Resistente), realizado pelo Plastivida (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos) e o INP (Instituto Nacional do Plástico), que promove a substituição das sacolas menos resistentes, pelas sacolas com mais resistência e qualidade.
A indústria do plástico, comprometida com o meio ambiente, promove através deste programa, o consumo consciente e apresenta uma sacola plástica mais resistente, produzida de acordo com a Norma ABNT NBR-14937. Mais do que reduzir o consumo, esta ação pretende mostrar à população, como o uso adequado deste produto pode trazer benefícios para todos.
A sacola plástica de 6kg suporta mais peso, e permite diminuir o consumo em 5,4 bilhões, de 18 bilhões para 12,6 bilhões no período de 12 meses, além disso, o consumidor desfruta de maior segurança, dispensando o uso de duas sacolas para suportar o peso de produtos mais pesados, como caixas de leite, garrafas de refrigerante, dentre outros.

Reciclagem

Os plásticos são 100% recicláveis, além de não emitirem resíduos tóxicos este tipo de material pode gerar energia para abastecer residências e indústrias. Logo, o argumento dos supermercados, de dizerem que as sacolas plásticas devem ser abolidas pelos consumidores e que serão entregues no lugar delas, sacos de lixo “recicláveis” para a colocação dos resíduos domésticos, cai por terra, pois eles também são feitos de plástico assim como as sacolas.

Sacolas plásticas x Sacolas de papel

Nas cidades americanas em que as sacolas de plástico foram abolidas, como São Francisco, na Califórnia, o que se viu foi um enorme aumento no consumo das sacolas de papel. Entretanto, embora venham de fonte renovável (a celulose das árvores), estudos sugerem que sua produção é mais poluente do que a das sacolas plásticas, feitas com derivados de petróleo.
A emissão de gases poluentes desde a extração da matéria-prima até a disposição final dos produtos, e foi demonstrado e constatado que: sacolas de papel com 30% de fibras recicladas emitiram o dobro de CO2 do que as de polietileno (o plástico usado nas sacolas de supermercado). Grande parte dessa diferença, se deve ao uso de água na fabricação (17 vezes maior do que na produção de sacolas plásticas) e na geração de lixo, que chega a ser cinco vezes superior.

• Sacola Plástica: energia usada (763 megajoules/tonelada) lixo urbano (7 kg) gasto de água (58 galões)

• Sacola de Papel: energia usada (2.622 megajoules/tonelada) lixo urbano (33,9 kg) gasto de água (1.004 galões)

De acordo com pesquisa Ibope, 71% das donas de casa brasileiras consideram as sacolinhas de plástico como o meio ideal para transportarem as compras. Além disso, 100% delas utilizam essas embalagens para acondicionar o lixo doméstico e outros reúsos, racionalizando sua utilização.
Outro dado importante é que as sacolas plásticas contêm 0% de sujeira, ao contrário das sacolas retornáveis e das caixas de papelão, que ficam nos depósitos sob o possível contato de ratos, baratas e outros insetos, em um grau de infecção de bactérias eminente.
Para o presidente da ABIEF, Alfredo Schmitt, é preciso uma ação nacional — urgente e eficaz —, no sentido de viabilizar o emprego da lei, programas e ações por ela delineados. “Esta mobilização do setor público, iniciativa privada e a sociedade permitirá aos brasileiros usufruir sem culpa e de maneira ecologicamente correta todos os benefícios e confortos que a tecnologia tem propiciado ao ser humano”, enfatiza Schmitt.
Para ele, além da perda de tempo com leis amparadas em tese inconstitucional, são precipitadas ações contra as sacolas de plástico e quaisquer outros resíduos sólidos, antes de se adotarem todas as providências para sua utilização correta pela sociedade e os setores produtivos”, finaliza.


Fonte:ABIEF