MANIFESTAÇÃO A RESPEITO DE SACOLAS PLÁSTICAS.

A ABIEF entidade representativa de uma importante parcela da cadeia produtiva do plástico, manifesta por este comunicado sua contrariedade ao editorial publicado no Jornal Folha de S. Paulo de 06.03.2010.

Março, 2010

MANIFESTAÇÃO A RESPEITO DE SACOLAS PLÁSTICAS

APEDIDO

A Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis- ABIEF – entidade representativa de uma importante parcela da cadeia produtiva do plástico, manifesta por este comunicado sua contrariedade ao editorial publicado no Jornal Folha de S. Paulo de 06.03.2010. Nele são apresentadas críticas à utilização de sacolas plásticas em redes de supermercados, preocupantes pela superficialidade e visão incompleta sobre causas e efeitos, através de uma saudação de iniciativas da rede Carrefour quanto ao “banimento” dos sacos em suas lojas. A cadeia de valor que produz e consome sacolas plásticas no Brasil vem há mais de 2 anos trabalhando em uma campanha educativa sobre o consumo responsável das sacolas. Essa campanha, da qual a Abief faz parte assim como o próprio Carrefour, visa conscientizar a sociedade sobre a necessidade de praticar os 3Rs – reduzir, reciclar, reutilizar – como forma de enfrentar o problema causado pelos resíduos. Os resultados até aqui tem sido auspiciosos, com redução de até 30% da quantidade de sacolas utilizadas, indicando que a solução passa pela reciclagem e educação ambiental – afinal, se há sacola flutuando em algum rio, é porque alguém fez o descarte de modo inadequado.
Os plásticos são 100% recicláveis. Há muito tempo que a sua reciclagem é uma realidade que, mais e mais, cresce em volume e em abrangência regional. E na reciclagem energética, além de não emitirem resíduos tóxicos os plásticos podem gerar energia para abastecer residências e indústrias.

No editorial em questão, os “argumentos de sustentabilidade” utilizados para aplaudir a iniciativa daquele supermercado perdem sua força ao se considerar que a rede disponibilizará “a um custo subsidiado” sacos de lixo para os resíduos domésticos em substituição às sacolas. E sacos de lixo de origem reciclada são tão plásticos quanto as sacolas.
Como disse uma moradora de Porto Alegre, “querem retirar as sacolas dos supermercados, mas o volume de lixo doméstico continuará igual. Só que terei de pagar pelo saco que antes ganhava de graça!” Consumidor, quem pagará mais será você! Ao difundir o conceito errôneo que sacola plástica é lixo, o editorial em questão se esquece de responder a uma pergunta básica: o que acontecerá se o lixo for acondicionado em outros materiais? A resposta vem dos especialistas: o nível de poluição aumentará muitíssimo, com perda de qualidade ambiental das cidades. É bom lembrar também que diversas redes supermercadistas já estão usando sacolas de acordo com a norma ABNT, que prevê produtos mais resistentes; neste caso usa-se menos sacolas para acondicionar um volume maior de compras. Isto ninguém coloca para o consumidor por conta de uma política comercial disfarçada de marketing de sustentabilidade.
Reiteramos nossa crença de que a maior contribuição que a iniciativa pública e privada podem dar à população, garantindo o futuro ambiental das próximas gerações, é a informação correta baseada em uma educação adequada. Esperamos ver, num futuro próximo, espaços jornalísticos de igual dimensão dedicados a disseminar educação e bons modos; conceitos corretos que tenham uma contribuição social e educacional verdadeira.

ALFREDO SCHMITT
PRESIDENTE


Fonte:ABIEF